urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta Blog à solta Textos aleatórios. Demasiado aleatórios para não terem lugar no meu blog principal. LiveJournal / SAPO Blogs Flávio Augusto 2019-03-24T20:27:39Z urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:4242 2019-03-24T19:52:00 O que aconteceu com as redes sociais? 2019-03-24T20:27:39Z 2019-03-24T20:27:39Z <p>Este não deveria ser mais um daqueles textos em que, simplesmente, despejo pensamentos menos positivos em relação a alguma coisa. Mas como eu sou casmurro, este vai ser um desses.</p> <p>O título por si só já diz praticamente tudo. O que aconteceu com as redes sociais? Porque é, subitamente, tornaram-se tão desinteressantes e estáticas? Quando é que vai surgir a próxima grande novidade nas redes sociais? <br />Estas são algumas perguntas que de vez em quando me passam pela cabeça, em especial quando olho para trás e penso: "o Facebook antes era tão divertido", "o Twitter já teve uma essência mais intimista", "o Google+ era a melhor rede social há 5 anos atrás"... Desde há uns anos para cá, principalmente depois do surgimento do Snapchat, parece que todas as redes sociais se uniformizaram ao ponto de serem quase farinha do mesmo saco. <br />O Facebook, apesar de problemático e tecnicamente inferior ao Google+, tinha algo que o diferenciava dos outros quando não inundava o feed com publicações patrocinadas. Na altura detestava receber notificações para jogar FarmVille, CityVille ou derivados (apesar de também jogar) mas, agora que penso nisso, eram essas aplicações estúpidas que davam encanto ao Facebook e o tornavam mais "pessoal", único e "inclusivo". <br />O Google+, apesar de ter sido sempre um nicho, era de longe a rede social mais vanguardista que existiu durante imenso tempo e é com imensa pena, mas também alguma azia, que vejo a Google pagar pelos erros que cometeu ao longo dos anos com aquela que podia ter sido a melhor coisa de sempre. <br />Já relativamente ao Twitter, posso resumir as minhas reclamações com uma simples frase: antes de ter anúncios e se tornar um campo de conteúdos visuais tóxicos, era melhor. </p> <p>Excluindo o Google+ e a rede social Eter9, digamos de passagem que esta última tem tanto de interessante como de assustador, quase todas as redes sociais pareceram caminhar em direção a conteúdos cada vez mais fabricados. A febre dos snaps fizeram com que o Instagram e o Facebook colocassem as stories, isto para não falar no Youtube e até no Skype (apesar de já não ter)... qual é o propósito? Não era suposto cada ferramenta ter uma identidade mais própria?</p> <p>Isto tudo pode ser apenas o saudosismo a falar mais alto, mas a verdade é que já não vejo o mesmo prazer em usar redes sociais. Preferia voltar aos tempos em que o foco eram os nossos interesses e não conteúdos fabricados, estereótipos tóxicos, lixo visual e narcisismo em formato de fotografias que desaparecem após 24 horas. Ao menos ainda temos os blogs mais old school...</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:4062 2019-01-06T21:53:00 (Não) sou assim tão invejoso... 2019-01-06T22:04:16Z 2019-01-06T22:04:16Z <p>Não sou assim tão invejoso...<br />Só gostava de ser mais descomplicado até para comigo mesmo, ser como aquelas pessoas "básicas" que na sua ingenuidade parecem ser as mais felizes de por tão pouco se contentarem.</p> <p> </p> <p>Não sou assim tão invejoso...<br />Mas gostava ser capaz de controlar aquela ânsia sorrateira de forma tão fácil como quem diz "tem calma" ou "isso resolve-se". Porque nessas alturas em que nada parece resolver-se, só queremos estar na pele de qualquer outra pessoa que não em nós próprios.</p> <p> </p> <p>Não sou assim tão invejoso...<br />Só queria sentir diversão e prazer da mesma forma que todos os meus amigos sentem, entrar numa discoteca sem pensar em sair logo nesse momento, ou pelo menos sentir alguma coisa nesses sítios.<br />Uma coisa que não seja um nada ou uma energia negativa... Pelo menos os meus amigos devem saber divertir-se.</p> <p> </p> <p>Não sou assim tão invejoso...<br />Mas não me importava não ser aquele que sente os desconfortos mais irracionais, os que mais incomodam e não sabemos exatamente o porquê de acontecerem. Por mais que tentemos, nunca iriam perceber de qualquer forma.</p> <p> </p> <p>Não sou assim tão invejoso...<br />Só gostava de aprender a não criar sentimento por aqueles que já sei que não vão dar em nada, e aqueles pelos quais eu já me afoguei em mágoas, serem banidos de vez até dos meus sonhos. Quem me dera esquecer-me dos outros com a mesma facilidade com que se esquecem de mim.</p> <p> </p> <p>Sou tão invejoso.</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:3557 2018-08-13T20:18:00 Facebook dating? 2018-08-13T19:47:09Z 2018-08-13T19:47:09Z <p>Certamente será do conhecimento de alguns que, há uns bons meses, o Facebook anunciou que tencionava entrar no mercado das "dating apps". Obviamente que o Tinder não gostou nada desta brincadeira, mas isso é outro assunto...</p> <p>Ainda que isto possa parecer meio que aleatório ou sem nexo, não foi um anúncio que me tenha deixado em estado de choque, ou surpreendido em si sequer, já que o Facebook tem aquele enorme desejo de se aventurar em tudo o que puder - mesmo que o resultado final não seja propriamente um grande sucesso ou de boa qualidade. <br />O mais surpreendente desta decisão foi, ao contrário daquilo que inicialmente se pensava, esta funcionalidade de dating virá incluída na aplicação padrão e não separada da mesma. Questões relativas a esta decisão sinistra pairaram no ar naquele preciso momento. Não faria mais sentido o sistema de chat, ou Messenger, permanecer embutido na aplicação principal em detrimento de uma funcionalidade estilo Tinder? </p> <p>De qualquer das formas, não parece ser esta a decisão ideal a tomar por um simples motivo - aumentaria a desconfiança daqueles que já vivem um relacionamento onde a desconfiança está presente. Ainda que possivelmente seja necessário criar um perfil em separado para aceder a esta funcionalidade, quem iria impedir os mais desconfiados de se lembrarem que a mesma está ali a um toque de distância? Provavelmente o Facebook teria nas suas costas mais um peso pesado para carregar, um que aumentaria o reforçava o estigma de que as redes sociais são usadas para fins de "escape de um relacionamento".</p> <p>"Amor... Eu só estava a ver uma fotografia de um gato fofinho no meu feed! <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_BLUSHED.png" alt="" width="24" height="24" />"</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:3200 2018-04-30T16:39:00 Tradições não combinam comigo... 2018-04-30T17:20:01Z 2018-04-30T17:20:01Z <p>Estava eu, nestes últimos dias, a fazer scroll pelo meu feed no Facebook e a ver uma série de publicações no Instagram. Houve uma coisa em particular que me estava a causar uma ligeira impressão, na falta de melhor termo para descrever a sensação. <br />Daqui a poucos dias começa a Queima das Fitas de Coimbra e o Cortejo da Queima está ainda mais perto. Mas essa alegria, que parecia extravasar em tudo o que era post nas redes sociais, pouco passou da sensação em forçar um evento que não faz muito sentido aos meus olhos. </p> <p> </p> <p>Não creio que seja novidade, para quem quer que me conheça minimamente, o facto de eu detestar Coimbra e o curso em que tive a infelicidade de entrar sem possibilidade de mudar. <br />Poucas semanas depois de fazer da "cidade dos estudantes" o meu dia a dia, logo senti que este não era o meu lugar. Vi-me bombardeado por frases, pensamentos, citações, todo um espírito de louvar a cidade, as suas tradições e costumes de forma cega e religiosa, sem espaço para questionamento sobre o porquê das coisas ou formas alternativas de as fazer - e eu sou pessoa de questionar tudo, especialmente quando me parece demasiado cliché ou, dito em português rasca, parolo.</p> <p> </p> <p>O meu maior problema com a maioria das tradições, seja de que natureza forem, é que estas estão geralmente associadas a dogmas e irracionalismos que me deixam desconfortável. Não nego. Sou adepto de novas ideias, variedade e quebras, ou evolução, de paradigmas nem que seja para comprovar que algo não funciona.</p> <p>Durante muito tempo tentei dar o benefício da dúvida e gostar de Coimbra, mas a pressão quase constante para comprar o traje e sentir, com a mesma intensidade que os restantes, o espírito académico fez com que me afastasse cada vez mais de sequer tentar.<br />Como alguém que chegou aqui com uma opinião completamente neutra em relação à cidade, desconhecendo completamente estas tradições, Coimbra agora pouco mais é que uma cidade ultra-romantizada presa na bolha do passado, que se recusa em abraçar realidades exteriores ao seu próprio umbigo, com a desculpa de ser tradição mesmo na mais insignificante coisa.<br />"Tem mais encanto" dizem...</p> <p> </p> <p>Inicialmente referi o Cortejo da Queima das Fitas como um dos eventos que nada me dizem e que não fazia grande sentido. O porquê? Não sou adepto em dispensar do meu próprio dinheiro, que não iria ser pouco, na pretensão de me sentir realizado ao enfeitar um carro que mais tarde iria ser queimado e no final dizer "foi o melhor dia da minha vida!".</p> <p>Tradições, de facto, não combinam comigo...</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:2898 2018-01-16T17:56:00 Precisamos falar sobre #CasaDoCais 2018-01-16T18:59:26Z 2018-01-16T18:59:26Z <p>Este não é, de todo, um texto que eu planeei ou imaginei escrever assim tão depressa mas, aparentemente, tenho alguns motivos que me levaram a fazê-lo. Isto porque #CasaDoCais voltou a ser um dos assuntos do dia depois da estreia e a receção não podia ter sido mais mista - se uns adoraram, outros detestaram, certamente terão os seus motivos, mas vou tentar focar mais naquilo que parece ter sido motivo de tanto ódio e alguns comentários um pouco fora do assunto...</p> <p>Desde o primeiro dia que se sabe que, ao contrário do que nos foi habituado ou impingido, esta série iria tocar em algumas feridas que ainda são taboo - sexualidade, vícios e derivados - e poucas vezes tiveram exposição à larga escala no que toca ao entretenimento nacional. Desde já a polémica era uma garantia, mas precisamos falar sobre esta série e o porquê de ser, inegavelmente, um marco na história do entretenimento em Portugal.</p> <p> </p> <p>Para quem não está muito dentro da história, #CasaDoCais pode ser resumida como a história de Ema que, ao mudar-se para Lisboa, dá de caras com um mundo cheio de vícios onde a típica filosofia "yolo" é o que move as vontades. O desafio de Ema será, presumivelmente, manter os pés assentes no chão no meio de tantas tentações.</p> <p> </p> <p>Embora o primeiro episódio não tenha mostrado nada extremamente chocante, comentários do estilo "isto vai denegrir uma geração", "é irrealista", "vai incentivar os jovens a consumir álcool e drogas" e muitos outros foram ecoando e, honestamente, preciso falar sobre eles.<br />Vou começar primeiro por apontar detalhes sobre a parte técnica que, na minha opinião foram bem desempenhados. A iluminação, qualidade de som e edição da imagem foram pontos altos. É verdade que não há efeitos especiais muito elaborados, mas em contexto do primeiro episódio também não era necessário, resta esperar para ver o que a série nos reserva. </p> <p>Agora, partindo para <strong>aquilo que realmente interessa, </strong>#CasaDoCais não é assim tão irrealista como possa parecer. Claro que tem os seus exageros intencionalmente planeados, ao estilo "in your face!", mas não é de hoje que a malta mais jovem bebe, fuma e, perdoem a linguagem, fode sem grandes preocupações. Porque ser jovem é também aproveitar vícios, explorar novas sensações, fazer trinta por uma linha mesmo que mais tarde se arrependa - simplesmente faz parte! A maior diferença é que, nos dias que correm, não há tanta vergonha em assumir que "eu" já bebi até cair, já fiz sexo sem estar num relacionamento, já experimentei fumar erva e dei aulas sobre como fazer sexo oral à frente das minhas amigas.</p> <p>Também não é invenção da RTP o culto dos vícios e afins, mesmo fora do contexto de televisão. Os anos 60 trouxeram uma enorme vaga a favor de um novo pensamento acerca das drogas e outros tópicos polémicos, pensamento esse que se refletiu também na música e nas artes em geral, deixando marcas profundas que inegavelmente ainda influenciam o rock e pop atual. </p> <p> </p> <p>O que os anos 60 nos ensinou pode, também, ser transportado para o contexto social atual. O excessivo conservadorismo, que impingia a homossexualidade como algo que não deve estar nos holofotes, chegou a um ponto de saturação tal que tornou-se necessário dar voz a quem faz parte das comunidades "alternativas", o que não implica a extinção da cultura heteronormativa que sempre dominou até hoje.</p> <p>É aí que #CasaDoCais ganha o troféu por carregar, sem medo do julgamento alheio, uma série de tópicos que ainda são explorados a medo. Pode não ter sido a primeira das primeiras a fazê-lo, mas com certeza foi a primeira a que o fez na ótica de um jovem, velho demais para ser adolescente mas novo demais para ser adulto.</p> <p>Se o está a fazer de uma forma pseudo-extremista? Provavelmente. Se é totalmente descabida de realismo? Não. Será relembrado como um marco no entretenimento nacional? Com toda a certeza que sim!</p> <p> </p> <p> </p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:2765 2017-12-31T22:51:00 Rabiscos sobre 2017 2017-12-31T23:11:07Z 2017-12-31T23:11:07Z <p>Faz algum tempo que não publico aqui nada. Sendo assim, aproveitando esta altura em que todos partilham as suas retrospetivas e desejos para o ano seguinte, achei que seria poético fazer o mesmo.</p> <p>Não querendo cair no cliché, 2017 foi um ano de extremos mais radicais quando comparado com 2016. Posso dizer que foi um ano cheio de altos e baixos.</p> <p>Tive o enorme prazer de ver uma das minhas bandas preferidas ao vivo, a melhor celebração do meu aniversário até hoje, visitei sítios que adoraria regressar com mais frequência, comecei a levar o meu blog de música mais a sério... Enfim, teve os seus pontos bons.</p> <p>Ainda assim, 2017 também foi sinónimo de desespero emocional, frustração extrema com o curso onde estou, raiva da cidade onde estudo, o espezinhar de uma enorme paixão que, durante 5 silenciosos anos, assombrou a minha existência e me impediu em parte de seguir em frente mais facilmente... Mas acabou, e 2017 também.</p> <p>Para 2018 só quero terminar o que em 2017 comecei, sem cordas nem correntes, frustrações melodramáticas relativas à vida académica ou grandes arranjos, apenas manter-me na direção a um rumo certo... E sinto que 2018 me dará luz verde para seguir esse rumo, noutro lugar, com ou sem outra pessoa.</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:2486 2017-10-21T15:44:00 A decadência do Youtube 2017-10-21T15:21:33Z 2017-10-21T15:21:33Z <p>"Youtube" é provavelmente das palavras, ou marcas, mais conhecidas quando se fala da Internet como um todo. Ao longo de mais de 10 anos, a plataforma popularizou uma nova forma de expressão que, até certo ponto, estava a bater muito certo. <br />Se o Youtube não foi a maior (r)evolução na forma de expressão de cada um de nós desde a criação dos blogs, na segunda metade dos anos 90, estará certamente entre os destaques. Da mesma forma que o Blogger deu início à era dos blogs, o Youtube deu início à era dos vídeos.</p> <p>De início começou como algo bastante inocente. Vídeos de gatos, cães e toda uma panóplia de situações que serviriam mais tarde para invadir a televisão com programas como "Olhó Vídeo" ou "Tá a Gravar". Situações que eram genuinamente engraçadas no meio da sua imprevisibilidade e inocência. Situações que, acidentalmente, se tornavam virais. Não eram planeadas de forma a viralizarem mas quis o destino que se espalhassem de forma grandiosa. <br />Anos mais tarde, com a ascensão de outras redes sociais, especialmente o Facebook, que também começou a tentar a sua sorte como competidor do Youtube, a situação mudou de forma drástica.</p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; width: 521px; height: 305px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="" src="http://www.agenciamestre.com/wp-content/uploads/2017/01/facebook-vs-youtube.jpg" alt="" width="698" height="400" /></p> <p> </p> <p>Façamos aqui um pequeno aparte. O Facebook, ao contrário do Youtube, não entrou em cena com o objetivo de dar voz à criatividade dos artistas e criadores de conteúdo. Entrou em cena simplesmente para tentar gerar mais dólares para a empresa. O Facebook não paga aos criadores de conteúdo pelo seu trabalho, pelo contrário, incentiva os criadores de conteúdo a pagarem para ganharem mais visibilidade na rede social.<br />Tendo em conta isto, a abordagem do Facebook para chegar ao maior número de pessoas possível foi disseminando conteúdo vago, intencionalmente feito para ser massificado, sem qualquer objetivo ou respeito pela criatividade. Conteúdo que apelaria à audiência mais jovem, que ainda hoje representa uma parcela importante da rede social e que pouco se importa com a genuinidade e autenticidade. A guerra pelo posto mais relevante no mercado dos vídeos ganhou proporções grandes o suficiente para que até material simplesmente nojento - isto para evitar palavras mais fortes - encontrasse razão de existência.</p> <p> </p> <h2>Efeitos colaterais no Youtube</h2> <p>Sejamos sinceros, a estratégia do Facebook foi um sucesso no que toca a atrair mais números e a Google estava consciente disso. O Youtube começou a ser encarado pela própria Google como algo que deveria adotar a mesma estratégia que o Facebook, uma vez que mais visualizações nos vídeos trariam mais visualizações e cliques nos próprios anúncios dos mesmos, o que geraria mais lucro no papel.<br />A estratégia não foi de todo mal pensada e teria a sua lógica. Isto até se chegar ao ponto em que nos deparamos com um enorme problema que está a arruinar completamente a plataforma - a massificação do lixo e futilidade.</p> <p>O Youtube deixou de ser uma plataforma de partilha de paixões, conteúdos originais e, de vez em quando, informativos para se tornar na espécie de favela que o Facebook já era há muito tempo. Dificilmente se encontram criadores de conteúdo originais a ganharem o mérito e reconhecimento merecidos, especialmente no cenário nacional. Em contrapartida desafios sem nexo, com o simples objetivo de gerar cliques são promovidos a todo o custo. Parece que a plataforma merece uma salva de palmas pela promoção do ridículo, ou então palmadas nas costas para que não decaia ainda mais.</p> <p>Para piorar ainda mais a situação, neste momento assiste-se à situação calamitosa em que até os próprios anunciantes, principal fonte de renda do Youtube e da Google, estão a desistir da plataforma uma vez que esta não promove conteúdo que seja adequado para o que estes pretendem. Ninguém quer colocar anúncios que poderão estar associados a um tipo de conteúdo que irá manchar a imagem da própria empresa.</p> <p>O Youtube esta assim tão mau para a categoria Vlog Entretenimento, da série de prémios "Blogs do Ano", estar a nomear uma, ou duas, das personalidades mais forçadas e sem criatividade que alguma vez se viu no cenário nacional? Será assim tão difícil dar a voz aos principiantes que até poderão produzir bom conteúdo e que lutam diariamente para no final receberem apenas migalhas?</p> <h2> </h2> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:2109 2017-08-11T10:42:00 Bloqueios de criatividade 2017-08-11T09:48:19Z 2017-08-11T09:48:19Z <p>Não sei bem como começar a escrever, até porque é sempre um grande problema para mim. Crises de criatividade acontecem com frequência e começam a partir do momento em que inicio a escrita de um novo texto, especialmente no meu blog principal, mas que de vez em quando se fazem sentir também neste meu blog no SAPO.<br />Talvez por este ser um espaço mais pessoal, e eu nunca fui muito bom a expressar determinadas emoções na primeira pessoa, as palavras não surgem como seria o ideal para mim. Não sei quando devo dedicar tempo a comentar algum acontecimento recente ou se, pelo contrário, escrever algo mais superficial como um "10 factos estranhos sobre mim" ou algo desse género.</p> <p>A verdade é que dificilmente me sinto satisfeito com qualquer coisa que escreva. Não tenho nada contra quem escreve algo do género "10 factos" sobre qualquer coisa de índole pessoal, até porque já fiz algo desse género antes, mas o tipo de conteúdo que tenho em mente vai muito além disso.<br />Muitas vezes perguntava a mim mesmo: "Porque haveria alguém se interessar sobre a minha vida pessoal?". <br />Talvez por achar esta desinteressante para outros, evitei sempre escrever textos pessoais. Cheguei ao ponto em que, no meu blog principal, abordava a própria música de forma mais "distante". Deixei de comentar até os próprios álbuns na primeira pessoa para começar a escrever mais na terceira pessoa - sentia que assim dava uma sensação de maior "liberdade", o foco não era tanto eu, ou o que eu sentia, mas o conteúdo em si. Essa foi uma das minhas formas de fugir aos bloqueios criativos, não centrando as coisas em mim.</p> <p>Acontece que, mesmo assim, existem alturas em que simplesmente não sei como conjugar um sujeito com os seus predicados. A ideia esta lá, o tema específico em si também, mas não as palavras. O processo criativo é algo muito momentâneo e bastante frágil em certas alturas, no meu caso nunca esteve tão fragilizado.</p> <p>Não deve haver sensação mais frustrante que querer escrever sobre algo e não conseguir desencantar mais lenha para a chama. Estou neste momento a lutar para tentar escrever sobre o novo álbum da Lorde, comentar o fiasco do último álbum da Britney Spears e ainda tenho em mente comentar o novo álbum da Kesha que sairá hoje. Tudo isto no meu blog principal. </p> <p>Onde estão as palavras? Não sei. Talvez precise de mudar de ares, descansar mais, ou então...</p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://media.giphy.com/media/xTiTnJ3BooiDs8dL7W/giphy.gif" alt="" width="352" height="224" /></p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:1885 2017-07-27T19:26:00 Salvem o Windows Mobile 2017-07-27T18:58:55Z 2017-07-27T18:58:55Z <p>Este é um texto de alguém que, por mais esperança que tenha, sente-se cada vez mais posto de lado pela Microsoft, que não parece querer dar uma para a caixa quando o assunto é o Windows Mobile. Vamos por partes...</p> <p> </p> <h2>O cenário negro...</h2> <p>Digamos que a Microsoft, desde o lançamento do iPhone há cerca de 10 anos, subestimou aquele que poderia vir a ser uma grande parcela do seu mercado e re-entrou tarde demais à séria no setor. <br />"Não vai ser o iPhone da Apple que vai abanar a liderança do Windows nos telemóveis!", poderiam pensar assim, e com certeza o faziam na altura. A presença forte da Microsoft no mercado móvel fez com que esta entrasse num estado latente e incapaz de tomar alguma ação frente a novas "ameaças" - um grande erro de qualquer empresa. Jamais se deve tomar o mercado como garantido e, durante a fase 2007/2012, a cegueira desta grande empresa custou-lhe a liderança em, pelo menos, duas grandes divisões - o mobile e o mercado dos browsers. E olhem que as duas realidades cruzam-se.</p> <p>Com certeza já muitos ouviram falar da famosa Guerra dos Navegadores, aquela famosa fase dos anos 90 em que Netscape e Internet Explorer jogavam ao braço de ferro numa constante tentativa de abocanhar a maior fatia do bolo. Com a vitória, considerada suspeita por muitos, da Microsoft neste setor, a empresa pôde respirar de alívio, pelo menos até pouco depois de 2004 - altura em que o Firefox entrou em jogo e reacendeu a chama desta guerra.<br />Consequentemente, de 2005 para a frente o market share do Internet Explorer foi caindo, de forma lenta mas quase constante, para um browser que a própria empresa desvalorizou. Em 2008, quando a Google lançou o Chrome, a situação começou a tornar-se mais séria. Anos passaram até que, em 2011, a Microsoft abriu os olhos e decidiu emendar a porcaria que havia feito. Surge assim o Internet Explorer 9. Era mau? Não de todo! Convenceu o mercado a mudar de opinião em relação ao nome "Internet Explorer"? Muito menos...</p> <p>E eis que chegamos ao mercado mobile, em que a situação se repete de novo por insistência em bater naquilo que vou apelidar de "tecla do desleixo"...</p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 430px; height: 253px;" src="https://media.giphy.com/media/5Zesu5VPNGJlm/200.gif" alt="" width="356" height="200" /></p> <p> </p> <h2>O que acontece depois?</h2> <p>Convenhamos, a Microsoft nunca conseguiu fazer com que os Windows phones fossem vistos muito a sério no grande mercado. Ainda assim, alguns esforços pareciam estar a render frutos há poucos anos atrás, antes do nome Nokia deixar de fazer parte da família Microsoft. O Lumia 520, por exemplo, foi um grande sucesso tendo em conta as expectativas. A solução talvez seria mesmo investir essencialmente em smartphones low cost, onde o Windows consegue deixar o Android de lado com facilidade em termos de desempenho.</p> <p>Estranhamente, perdeu-se o norte e os frutos que o Lumia 520 deram foram quase que desconsiderados. A chegada do Windows10 Mobile, que não viu a luz do dia em alguns dispositivos, foi mais uma má jogada da empresa que desperdiçou o grande buzz para jogar as cartas certas. E os dispositivos low cost? Eram cada vez menos colocados no mercado. Então, Microsoft?</p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://lh3.googleusercontent.com/-leEniL0ciF8/Vz9Fg-oWuDI/AAAAAAAAEyM/sdQyydOu2KACYgQGyV5rcZCcHK1BwMT3Q/w506-h750/monkey%2Bat%2Bphone.gif" alt="" width="424" height="310" /></p> <p> Não quero, de forma alguma, afirmar que o Windows nos telemóveis é mau. Longe disso, até considero ser o melhor sistema operativo móvel se excluirmos o iOS, para além de ter uma "personalidade" bastante própria, mas nas mãos da Microsoft nunca foi bem aproveitado.Este assunto daria, sem qualquer dúvida, pano para mangas, mas para já fico-me pela minha básica demonstração do quão desaproveitado eu sinto que este mercado foi.</p> <p>Com a suspensão das vendas dos dispositivos Lumia, talvez teremos mesmo de esperar que um milagre estilo Surface aconteça neste setor da empresa. Não desistas Microsoft! Mas mantém os olhos abertos da próxima vez...</p> <p> </p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:1561 2017-07-18T18:33:00 Aquele filme estranho... 2017-07-18T18:43:27Z 2017-07-18T18:43:27Z <p>Sabem aquele filme peculiar que vos fica na memória e que muda completamente a vossa perspetiva sobre o cinema em si? Se não sabem, provavelmente estarão a "desvalorizar" o cinema enquanto arte e algo que nos deve impactar e abrir olhos a novas perspetivas.</p> <p>Não sou grande apreciador de cinema, confesso, especialmente do cinema comercial. Ainda assim, no meio da minha curtíssima experiência em dar oportunidades a filmes macabros, achei que seria curioso falar do curioso "Begotten".</p> <p> </p> <blockquote class="imgur-embed-pub" lang="en"><a href="//imgur.com/Twqcu0a" rel="noopener">YALL GOAN MAKE ME ACT A FOOL, UP IN HERE, UP IN HERE</a></blockquote> <h2>"Isto não é arte"</h2> <p>"Begotten" não é, desde o começo, um filme fácil de se assistir - ainda que também não considere ser propriamente difícil. Apesar de ter sido produzido há pouco mais de 25 anos, o aspeto que temos é como se tivesse sido produzido ainda nos primórdios do cinema.<br />Não há falas, atores famosos, cores e quase nenhum som. Apenas uma série de imagens pouco nítidas de atos macabros o suficiente para já ter lido comentários como "isto não é arte", "uma obra de um doente" ou "uma das peças mais horripilantes que já assisti na vida".</p> <p>De certa forma não acho que seja caso para tanto. O mais assustador deste filme não são as imagens visuais em si, pouco nítidas e muito saturadas, mas a imagem mental que o expectador é quase obrigado a construir de forma a desvendar o que o realizador quis colocar no ecrã. "Begotten" cumpre excelentemente o papel que qualquer filme de terror deveria cumprir mas que, no que toca ao cinema atual deste género, falha em muitos casos.<br />O terror psicológico tem muito mais impacto do que a criatura mais horrenda que os computadores consigam produzir. Nesse aspeto "Begotten" destaca-se da grande maioria dos filmes, mas também pelas mensagens que poderão ser retiradas desta peça. <br />Cada personagem deste filme representa uma entidade, desde Deus em si até ao filho da Mãe Natureza. <br />O suicídio de Deus, cena de abertura do filme e também a mais popular, já nos abre o apetite para toda a carga simbólica escondida por detrás de uma obra grandiosa como "Begotten".</p> <p>O único aspeto menos positivo do filme talvez seja a sua excessiva duração, principalmente em cenas que poderiam ser encurtadas para metade sem que fosse perdida nenhuma carga simbólica importante.</p> <p>Pode não ser fácil de digerir, mas é com certeza um filme que vale a pena espreitar e analisar de forma profunda, não fosse "Begotten" considerado por alguns críticos como um dos filmes mais importantes e impactantes da História do Cinema Moderno.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:1420 2017-07-11T19:21:00 Estragos da brigada "anti-clickbait" e não só... 2017-07-11T18:44:56Z 2017-07-11T18:44:56Z <p>Estava eu a ver o meu Facebook quando vejo o título de uma notícia que, tal como qualquer bom título, me prendeu a atenção e me deixou curioso em clicar no link para saber do que se tratava.<br />Para clarificar melhor a situação, era uma notícia sobre qual seria o novo vídeo do Youtube com mais visualizações da História.</p> <p>Obviamente que, como qualquer bom clickbait, o novo "rei do Youtube" não foi revelado de mão beijada, o objetivo era fazer com que o leitor clicasse no link para descobrir qual vídeo se tratava. Mais visitas significa maior projeção, trazem mais anunciantes - que por sua vez pagam para colocar os anúncios nesse tal site ou plataforma - que anunciam o seu produto, levando lucro tanto para o próprio site como para o anunciante.</p> <p>Posto isto, é aqui que a brigada anti-clickbait arruína quase por completo este esquema ao publicar um comentário com "o excerto chave" do próprio artigo, levando a menos acessos e menos visualizações da publicação em si. O problema, no entanto, vai mais longe que a existência desta "brigada" em si.</p> <p> </p> <h2>Anunciantes versus AdBlockers mais brigada anti-clickbait</h2> <p> Creio que, regra geral, os manifestantes anti-clickbait não tenham más intenções ao desmistificar algo que até poderá não ter conteúdo nenhum e que se esconde atrás de um título chamativo. Afinal de contas, ninguém gosta de ser iludido.</p> <p>A contínua e quase constante forma como os criadores de conteúdo tentaram pescar visualizações à custa de títulos, thumbnails ou qualquer outro elemento chamativo - muitas vezes levando a uma quase deceção tendo em conta o conteúdo - chegaram, ao longo dos anos, ao ponto máximo em que se pode adjetivar como desesperante. Tudo é motivo para iludir o público a consumir o nosso conteúdo, de forma a gerar mais receitas através de anúncios. <br />Este foi, provavelmente, o ponto de partida para a formação da "brigada anti-clickbait". Acontece que não é só este movimento que coloca em causa a rentabilidade dos websites, os próprios anúncios muitas vezes acabam por não funcionar como catalisador ao dinheiro.<br />Anúncios obstrutivos, que retardam o carregamento das páginas, levam a que os leitores usem bloqueadores deste tipo de conteúdo. Mais anúncios bloqueados significa menos exposição de um produto ou serviço, consequentemente menores receitas, resultando em menos investimentos numa determinada plataforma, forçando muitas vezes a situações em que os produtores de conteúdo necessitem cobrar o acesso aos seus produtos. Chegou-se ao ponto em que começam até a existir browsers que oferecem adblockers por predefinição, tudo à custa da má aplicação de anúncios, usados de forma desmedida, que arruínam a experiência dos consumidores. Trágico será?</p> <p> </p> <h2>Um pequeno apelo</h2> <p>No final de contas, parece valer a pena fazer um pequeno esforço em não bloquear na totalidade todos os anúncios, principalmente em sites que produzem conteúdo de boa qualidade e que se esforçam ao máximo para o manter acessível de forma gratuita.</p> <p>Vamos fazer da Internet um lugar melhor? Não sejam forçosamente anti-clickbait e desativem apenas os anúncios realmente obstrutivos, a Google também agradece. Anúncios não têm necessariamente de ser sinónimo de obstáculo, pelo contrário, devem auxiliar-nos a descobrir produtos e serviços que desejamos de facto consumir.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:1222 2017-07-09T13:39:00 Porque não uma página no Facebook? 2017-07-09T13:07:14Z 2017-07-09T13:07:14Z <p>Há dias, para a minha avaliação oral da cadeira de inglês, tive de criar um poster para mais tarde desenvolver um discurso a partir do tema que fosse apresentar. Decidi falar sobre blogging, uma vez que tenho vindo a ganhar interesse nesta área - ou atividade, como preferirem definir.</p> <p>No final da apresentação, uma das perguntas que me foi colocada foi sobre quais seriam as mais-valias em ter um blog em vez de uma página no Facebook. Na altura fiquei poucos segundos a pensar na resposta que haveria de dar e limitei-me a dizer que um blog permite-nos criar algo mais pessoal, mas acho que vai muito além disso...</p> <p> </p> <h2>Para além do aspeto mais pessoal</h2> <p>Creio que seja quase um facto. Escrever textos num blog tem todo um cariz muito mais pessoal e intimista do que numa página do Facebook, pelo menos se tivermos em conta a estética visual e não apenas a estética escrita. Um blog permite-nos escolher o tipo, cor, tamanho e alinhamento da letra que nos agrade, fora a imensidão de templates - mesmo entre os predefinidos haverá um que nos agrade na maioria das plataformas com certeza.</p> <p>Mas talvez a experiência vá muito além de apenas "parecer mais pessoal", há maior liberdade para escrever longos textos sem a preocupação de não serem lidos mais tarde - pelo menos essa é a minha opinião com base no que vejo de outras pessoas quando estão no Facebook. Parece haver uma maior disposição para ler longos textos num blog do que numa página do Facebook.<br />Talvez o tamanho da letra não seja agradável aos olhos, ou então as pessoas estejam à procura de algo mais fácil de consumir naquela rede social, mas parece que textos longos não casam com Facebook.</p> <p>Para além disto, diria eu que parece menos estranho partilhar visões pessoais e certos pensamentos mais íntimos num blog que em outros lugares. Se no Facebook uma pessoa poderá pensar "porque é que estas a partilhar isto?" ou "de que me interessa saber isso?", num blog os nossos pensamentos e sentimentos parecem servir mais facilmente como forma de inspiração para outras pessoas e não como motivo para nos acharem estranhos ou inconvenientes.</p> <p>Para finalizar, há ainda o grande ponto positivo de, ainda que remotamente, conseguirmos produzir dinheiro e fazer do blog uma via de sustento. <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_BLINK.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p>Haveria muito mais que poderia escrever aqui, mas não quis transformar esta publicação num texto excessivamente longo. De qualquer forma, comentários são bem-vindos!</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:799 2017-06-20T17:06:00 Porque é que a Internet se tornou tão chata? 2017-06-20T17:35:46Z 2017-06-20T17:35:46Z <p>Às vezes dou por mim a pensar em como a Internet parecia ser um sítio mais divertido há uns anos, antes dos telemóveis se tornarem nos bichos que são hoje e disputarem o lugar de destaque no que toca o acesso à Internet.</p> <p>Se é verdade que eles vieram facilitar muito a nossa vida, também acho que vieram torna-la mais aborrecida no meio de tanta preocupação em pensar na pergunta "será que isto vai funcionar bem na versão mobile?".</p> <p> </p> <p>Tudo hoje em dia parece girar em torno do móvel. Qualquer site que se preze tem de ser adaptável, seguir determinados padrões estéticos e níveis funcionais muito "quadrados". Nada contra estes pontos anteriores, mas uma coisa boa geralmente não vem sem um preço. Neste caso, o preço que estamos a pagar é a proliferação de design e funcionalidades cada vez mais repetitivas e não inovadoras ou únicas.<br />Lembram-se quando os blogs eram a autêntica febre? Quando o Windows Live Messenger era rei supremo ou, mais atrás ainda, quando o ICQ parecia inabalável? Alguma vez repararam num ponto que todas estas ferramentas tinham em comum?</p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 613px; height: 386px;" src="http://www.clicrbs.com.br/blog/fotos/123877post_foto.jpg" alt="" width="500" height="307" /></p> <p class="sapomedia images"> </p> <p>Para mim a ligação comum entre tudo o que existia na web era o carácter único de casa software ou website - quase todos nós tínhamos o nosso próprio tema visual no Windows Live Messenger, fazíamos questão de tornar a Internet única à nossa maneira com packs de emoticons, scripts que tornavam os sites diferentes, irritantes mas divertidos, algo mais à nossa maneira. Talvez tenha sido por isso que os blogs viriam a ser a febre quando a Web 2.0 se tornou uma realidade. A web 2.0 veio trazer ao comum mortal a possibilidade de ter voz na Internet, ao invés de apenas empresas e serviços como acontecia anteriormente. A web deixou de ser um lugar excessivamente estático.<br />Hoje em dia vemos a nossa capacidade criativa ser reduzida ao essencial, em prol de uma suposta melhor funcionalidade para as diferentes formas e tamanhos que os computadores adquiriram. O design da maioria dos sites tornou-se numa fotocópia de algo que havia sido criado antes. Coloca-se demasiado foco nas imagens (e nos enormes anúncios) quando navegamos na Internet, e nas plataformas de comunicação a regra da fotocópia parece ser ainda mais grave - quem nunca deu por si a comparar o Facebook, Instagram, Skype e ICQ com o Snapchat, de tão chapada a semelhança de todos a um nível que chega a ser aborrecido?</p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 582px; height: 304px;" src="https://i.gadgets360cdn.com/large/microsoft_skype_update_1496376502780.png" alt="" width="500" height="250" /></p> <p> </p> <p>Levem de novo o Skype como um exemplo - há possibilidade de termos o nosso próprio pack de emoticons exclusivos como o Windows Live Messenger nos possibilitava? Não. Pelo menos não de forma predefinida. Há a possibilidade de enviar snaps, tal como "todas" as aplicações o fazem? Sim.<br />Outro exemplo - haverá plataformas de blogging que ainda apostem em temas (estética visual) mais "pessoais" em vez de se preocuparem obsessivamente com o modernismo minimalista? Para além do SAPO, e talvez do Blogger, não temos muita escolha...</p> <p> </p> <p>A Internet esta neste preciso momento numa crise criativa grave, a sensação que tenho é que estamos, de forma lenta, a voltar aos tempos rígidos da Web 1.0 (lá no início dos anos 90).</p> <p>Não precisamos de mais cópias do Snapchat, de anúncios obstrutivos ou minimalismo excessivo, precisamos de um lugar pensado para o ser humano, em que cada um é único e deve ser livre de demonstrá-lo na sua "pegada digital" ao invés de ser tratado quase como uma máquina.</p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:543 2017-06-17T18:05:00 O drama de entrar no curso errado 2017-06-17T19:57:57Z 2017-06-17T19:57:57Z <p>Aproveitando que a malta do ensino básico, e secundário presumo, esteja quase a entrar de férias, mas não sem antes passar pelos exames - aqueles malditos exames, fonte de tantos nervos para uns, que matam o seu tempo no estudo, ou simplesmente encarados por outros na desportiva como sendo mais um teste como qualquer outro - decidi escrever um pouco sobre como foi ter de encarar essa fase tão decisiva e pesada e acabar por enveredar em caminhos pelos quais me arrependo, mas não na totalidade.</p> <p> </p> <h2><em><span style="font-size: 18pt;">A possível origem do grande problema...</span></em></h2> <p> </p> <p>Apesar de considerar até hoje o secundário como a melhor fase da minha vida, ou pelo menos uma das melhores, não foi de todo uma viagem fácil. O meu plano inicial, quando acabei o 9º ano, seria seguir uma área que mais tarde me possibilitasse trabalhar em informática ou algo muito semelhante. Acontece que eu nunca fui grande coisa a matemática e isso barrou-me a hipótese de seguir Ciências e Tecnologias no secundário, acabando assim por entrar em Humanidades - acabei por gostar muito mais desta área do que alguma vez imaginei!</p> <p>No enta<span style="font-size: 12pt;">nto, enquanto estudei no secundário, nunca me passou pela cabeça a hipótese de algum dia entrar sequer na faculdade por diversos motivos. Desde eu achar que seria muito caro, até à parte em que não sabia exatamente do que é que eu realment</span>e gostava dentro das humanidades e que quisesse prosseguir estudos. Para além deste pequeno drama, em que não sabia sequer do que gostava ou não, acrescentaram-se ainda uma série de problemas pessoais e enorme instabilidade emocional que me deixou completamente arrasado no final do secundário.</p> <p>Neste reboliço todo, acabei por nunca pensar na resposta à pergunta "o que vais fazer a seguir a esta fase de transição?", até ao dia em que realmente não podia adiar mais e tive mesmo de escolher onde haveria de colocar os pés em seguida. A pressão foi imensa e só nessa altura me apercebi do grande erro que cometi ao não pensar nisto com antecedência. </p> <p> </p> <h2><span style="font-size: 18pt;"><em>O processo de entrada na faculdade</em></span></h2> <p>Uma das pouquíssimas áreas das humanidades com que me identificava, e ainda identifico de certa forma, é a comunicação social. A minha ideia inicial era seguir Ciências da Comunicação no Porto, mas a minha média não me ajudou e acabei por não entrar. Assim, na segunda fase inscrevi-me numa série de outros cursos - Ciência da Informação em Coimbra e no Porto, e outros relacionados com marketing em institutos politécnicos. Acabei por entrar em Ciência da Informação em Coimbra, a minha 3º ou 4º opção na altura, uma vez que já não havia mais vagas nos outros cursos <img src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_SIDEMOUTH.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p>Acontece que, ao contrário do que o nome pode sugerir, ciência da informação não tem quase nada a ver com comunicação social em si, e no caso de Coimbra quem não se interessar minimamente por arquivos ou bibliotecas pode arrumar as malas e pro<span style="font-size: 12pt;">curar noutra freguesia. Se eu soubesse o que sei hoje...<br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Por falar em saber, aproveito para abrir um parêntesis e acrescentar o facto de muitas das "exposições" que as escolas organizam, para dar a conhecer os cursos de várias universidades, nada mais servem do que mostrar cursos já mais-que-conhecidos. Cursos pouco conhecidos, como o meu, não ganham quase nenhum protagonismo... Mas isso é outra história, possivelmente para uma outra publicação.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">No final do primeiro semestre do meu primeiro ano logo me apercebi que não estava no sítio certo, no curso certo mas infelizmente não me foi dada oportunidade de mudar para o que quer que fosse. Só me resta acabar o curso o mais depressa possível e prosseguir com algo que realmente goste.<br /> A faculdade, que deveria ser sinónimo de "libertação", o seguimento de uma paixão, a construção de um futuro, "os melhores anos da tua vida" como muitos pintam, acabou por ser sinónimo de prisão, sufoco e agonia. E Coimbra, pintada por muitos como a cidade "que tem mais encanto", acabou por se mostrar apenas mais uma cidade como todas as outras, excessivamente tradicionalista, sentada de costas para o futuro, em decadência e hetero-normativa. Uma cidade que, por três vezes dei o benefício da dúvida, acabou por se tornar num dos lugares que mais odeio e que nunca mais quero colocar os pés assim que acabar a licenciatura.</span></p> <p> </p> <h2><em><strong><span style="font-size: 18pt;">As lições que se podem tirar disto...</span></strong></em></h2> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">É inegável o facto de que, se pudesse, eu teria feito as coisas de forma diferente. Entrar na faculdade acarreta consigo uma enorme responsabilidade. É uma experiência que nos torna mais adultos e desenrascados principalmente quando vamos para um outro lugar que não conhecemos, como foi o meu caso em que cheguei a Coimbra sem conhecer quase nada.</span></p> <p><span style="font-size: 12pt;">As responsabilidades serão muito maiores, a pressão também será, não é um mar de rosas como muitos pintam, mas quando estudamos aquilo que realmente gostamos tudo se torna mais fácil, caso contrário será apenas mais algo que consumirá a nossa sanidade mental e de pouco servirá em termos profissionais.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;"> O maior conselho que dou, estudante do terceiro ano da faculdade, é pensarem muito bem se querem realmente aventurar-se em terrenos que serão verdadeiramente desafiantes - não é preciso um curso na faculdade para construir um futuro. E, caso estejam mesmo decididos a entrar no ensino superior, escolham muito bem o curso. Vejam o plano de estudos de todas as cadeiras, falem com alguém nas redes sociais, peçam ajuda aos vossos professores ou amigos etc. Jamais - volto a repetir, jamais - tomem decisões em cima do joelho e desinformadas, porque as consequências poderão ser devastadoras.<br /></span></p> <p> </p> <p><span style="font-size: 12pt;">Um abreijo e boa sorte a todos! <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_SMILE.png" alt="" width="24" height="24" /></span></p> urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:blogasolta:493 2017-06-15T23:21:00 O primeiro post e a problemática do (re)começar 2017-06-15T22:37:42Z 2017-06-15T22:37:42Z <p>Olá a todos os que estão a ler o primeiro post do meu blog "à solta"!</p> <p>Antes de mais nada, acho que seria importante explicar o porquê de, apesar já ter um <a href="https://homogeneidade.wordpress.com" target="_blank" rel="noopener">outro blog</a>, ter decidido criar este a partir do zero.</p> <p> </p> <p><em><strong><span style="font-size: 18pt; font-family: arial,helvetica,sans-serif;">O dia em que a organização se desorganizou</span></strong></em></p> <p><br />Como puderam ver através do link, o título "Homogeneidade" do meu blog principal pretendia transmitir uma sensação de unanimidade e conexão. A minha premissa era ter um espaço onde eu publicaria sobre variados assuntos que me interessam - principalmente música e tecnologia, alternando com uma série de publicações de teor mais pessoal e opinativo.</p> <p>A ideia inicial em si pareceu-me boa. O carácter homogéneo desse meu blog não seria o facto de abordar assuntos diferentes - até porque isso não se traduziria num blog consistente ou homogéneo sequer- mas sim a maneira honesta, descontraída e quase que superficial com que os abordaria. O "homogéneo" nesse blog estaria no carácter com que abordaria os vários temas, não estes em si.</p> <p> </p> <p>Acidentalmente, acabei por transformar esse blog num sítio voltado quase exclusivamente para as minhas experiências como crítico musical <em>to be </em>e a certa altura acabei por deitar por terra o meu projeto inicial. O que deveria ser um blog com temáticas alternadas de forma natural, tornou-se hostil a qualquer outra coisa que não estivesse relacionada com música, uma das minhas maiores paixões (acho que já devem ter percebido esse pequeno <span style="text-decoration: line-through;">grande </span>detalhe).</p> <p> </p> <p>A certa altura dei por mim a pensar no monstro que havia criado. Um monstro lindo, mas que não estava nos meus planos de se tornar em tal.</p> <p>Para evitar que esse monstro condicionasse aquilo que eu deveria, ou não, partilhar no meu blog principal, surgiu a ideia de criar um blog secundário voltado para assuntos mais pessoais, e - agora sim - abordados de forma espontânea e menos mecânica.</p> <p> </p> <p><span style="font-size: 18pt;"><em><strong>Porquê o SAPO?</strong></em></span></p> <p> </p> <p> </p> <p>Posso dizer que, no que toca a testar várias plataformas para criar blogs, tenho alguma experiência - mas não sou sabichão, calma...</p> <p>A primeira plataforma que testei, e usei, durante uns bons meses foi o Blogger ou Blogspot. Confesso que a razão de escolha para esta primeira experiência foi mais com base na popularidade e na imagem que o nome "Blogger" causava em mim. "Wordpress" soava-me demasiado complexo e "SAPO" demasiado limitador... <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_SECRET.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p>Acontece que o planeta gira e as coisas mudam, o Blogger deixou de ser suficiente a certa altura, sentia que me faltava sempre alguma coisa. Se no Wordpress encontrei a versatilidade e detalhismo que dão uma impressão mais "profissional" mesmo na versão gratuita, o SAPO transmite-me a sensação de simplicidade e disponibilidade em receber de braços abertos um novo pseudo-escritor como eu. <br />Do muito que já ouvi falar, o SAPO parece fazer questão de se manter próximo da sua pequena - mas bem viva - comunidade. Justamente aquilo que eu quero para algo mais pessoal e informal. Isto sem falar da secção de Leituras e os destaques diários <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_BLINK.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p class="sapomedia images"><img style="padding: 10px; width: 359px; height: 219px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://i.imgur.com/4kbAIMg.gif" alt="" width="192" height="108" /></p> <p>Relativamente ao nome? Simples! Este será um blog que não ficará preso a um assunto apenas. Será um blog livre e informal, um reflexo de um lado "escondido" da minha pessoa <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_HAPPY.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <p> </p> <p>Agora vem a parte difícil, que de início será quase como gritar para o vazio, que é conseguir ganhar algum destaque ou visibilidade mínima. Talvez essa seja mesmo a problemática de quem está a (re)começar. Sentimo-nos sempre impotentes, que nunca chegaremos a lado nenhum... Mas a esperança é a última a morrer!</p> <p> </p> <p>Até um próximo post! <img style="vertical-align: middle;" src="https://blogs.sapo.pt/tinymce4/plugins/sapoemoticons/img/EMOTICON_BLINK.png" alt="" width="24" height="24" /></p> <div class="container"> <div class="text-center col-lg-10 -col-md-12 col-centered"> <section id="important-info"> <h4 class="imageComment"> </h4> <p> </p> </section> </div> </div> <p> </p>